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	<title>Blog do Porto</title>
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	<description> Fuja das definições, prefira os conceitos.</description>
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		<title>17 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:31:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O cara nasce na sociedade democrática capitalista, moderna. Seus pais têm um emprego bom ou razoável. Dão-lhe comida decente, assistência médica. O estado é democrático, as instituições evoluem e se aprimoram. As pessoas votam (bem ou mal, mas votam) e elegem seus representantes. A qualidade de vida melhorou no geral, os índices econômicos e sociais [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoporto.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cinoise-godard.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2053" style="border: 0px; margin: 5px 10px;" alt="" src="http://blogdoporto.com.br/wp-content/uploads/2013/05/cinoise-godard.jpg" width="301" height="188" /></a>O cara nasce na sociedade democrática capitalista, moderna. Seus pais têm um emprego bom ou razoável. Dão-lhe comida decente, assistência médica. O estado é democrático, as instituições evoluem e se aprimoram. As pessoas votam (bem ou mal, mas votam) e elegem seus representantes. A qualidade de vida melhorou no geral, os índices econômicos e sociais provam isso. A tecnologia aprimorou-se, fomentada (para o bem e para o mal) pela indústria.<br />
E aí o moleque chega aos 17 anos, bem crescido e nutrido, sorriso bonito, pele boa. Critica a sociedade que o amparou para estar onde está, negando-a completamente, sem antes tentar entendê-la, para poder sugerir melhorias, para usar suas potencialidades em algo construtivo.  Prefere o caos da revolta infantil.<br />
Então o cara se resume apenas a um marxista (que não leu Marx) que fala mal da Globo, e do Capitalismo, este que vem melhorando o mundo (não da melhor maneira), mas vem. Enquanto a URSS, seu modelo ideal, jaz apenas como uma lombada no livro da História, esquecida traumaticamente por aqueles que viveram <strong>realmente</strong> aquela realidade na pele.<br />
Parabéns moleque, esse desperdício todo para criá-lo bem e você vira um revoltadinho, drogadito, marxistóide (que nem Marx consegue entender, pois não o leu). Não sabe argumentar, é autoritário e burro. Uma puta ajuda para melhorar o mundo essa sua vidinha. Fez o nome.<br />
Um desperdício e uma ingratidão que pouca gente leva em consideração.<br />
Que bom que temos um sistema confortável, que consegue criar, e sustentar, idiotas inúteis como esses. E já hoje os há em grande conta, oh, se há!<br />
Pena.</p>
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		<title>Admoestação</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:06:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Morro todos os dias em que não vivo os meus sonhos. Choro rios de lágrimas invisíveis nos dias extremamente secos do outono. O mundo todo passando nas janelas dos ônibus. As ruas vomitando gentes até que não chegam as 20 horas. E mais uma semana. E mais horas. Essa fixação desgraçada no tempo e no [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Morro todos os dias</em><br />
<em> em que não vivo os meus sonhos.</em><br />
<em> Choro rios de lágrimas invisíveis</em><br />
<em> nos dias extremamente secos</em><br />
<em> do outono.</em></p>
<p><em>O mundo todo passando</em><br />
<em> nas janelas dos ônibus.</em><br />
<em> As ruas vomitando gentes</em><br />
<em> até que não chegam as 20 horas.</em></p>
<p><em>E mais uma semana.</em><br />
<em> E mais horas.</em><br />
<em> Essa fixação desgraçada</em><br />
<em> no tempo e no seu passar.</em></p>
<p><em>Admoesto-me por quero viver</em><br />
<em> e não quero.</em><br />
<em> Ainda um risco obscuro e secreto</em><br />
<em> açoita-me a vontade.</em></p>
<p><em>Os descaminhos.</em><br />
<em> Sou um desvirado.</em></p>
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		<title>Aforismos de uma outra vida &#8211; XVIII</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aforismo]]></category>
		<category><![CDATA[cabeças]]></category>
		<category><![CDATA[raiva]]></category>
		<category><![CDATA[razão]]></category>

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		<title>A flor e a náusea &#8211; Carlos Drummond de Andrade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 18:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[drummond]]></category>
		<category><![CDATA[existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[flor]]></category>
		<category><![CDATA[náusea]]></category>

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		<description><![CDATA[Preso à minha classe e a algumas roupas, Vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me&#8217;? Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoporto.com.br/wp-content/uploads/2013/05/flor_no_asfalto.jpg"><img class="size-full wp-image-2040" alt="A flor e a Náusea - Carlos Drummond de Andrade" src="http://blogdoporto.com.br/wp-content/uploads/2013/05/flor_no_asfalto.jpg" width="320" height="218" /></a></p>
<p><em>Preso à minha classe e a algumas roupas,</em><br />
<em>Vou de branco pela rua cinzenta.</em><br />
<em>Melancolias, mercadorias espreitam-me.</em><br />
<em>Devo seguir até o enjôo?</em><br />
<em>Posso, sem armas, revoltar-me&#8217;?</em></p>
<p><em>Olhos sujos no relógio da torre:</em><br />
<em>Não, o tempo não chegou de completa justiça.</em><br />
<em>O tempo é ainda de fezes, maus poemas,</em><br />
<em>alucinações e espera.</em><br />
<em>O tempo pobre, o poeta pobre</em><br />
<em>fundem-se no mesmo impasse.</em></p>
<p><em>Em vão me tento explicar, os muros são surdos.</em></p>
<p><em>Sob a pele das palavras há cifras e códigos.</em><br />
<em>O sol consola os doentes e não os renova.</em><br />
<em>As coisas. Que tristes são as coisas,</em><br />
<em>consideradas sem ênfase.</em></p>
<p><em>Vomitar esse tédio sobre a cidade.</em><br />
<em>Quarenta anos e nenhum problema</em><br />
<em>resolvido, sequer colocado.</em><br />
<em>Nenhuma carta escrita nem recebida.</em><br />
<em>Todos os homens voltam para casa.</em><br />
<em>Estão menos livres mas levam jornais</em><br />
<em>e soletram o mundo, sabendo que o perdem.</em></p>
<p><em>Crimes da terra, como perdoá-los?</em><br />
<em>Tomei parte em muitos, outros escondi.</em><br />
<em>Alguns achei belos, foram publicados.</em><br />
<em>Crimes suaves, que ajudam a viver.</em><br />
<em>Ração diária de erro, distribuída em casa.</em><br />
<em>Os ferozes padeiros do mal.</em><br />
<em>Os ferozes leiteiros do mal.</em></p>
<p><em>Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.</em><br />
<em>Ao menino de 1918 chamavam anarquista.</em><br />
<em>Porém meu ódio é o melhor de mim.</em><br />
<em>Com ele me salvo</em><br />
<em>e dou a poucos uma esperança mínima.</em></p>
<p><em>Uma flor nasceu na rua!</em><br />
<em>Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.</em><br />
<em>Uma flor ainda desbotada</em><br />
<em>ilude a polícia, rompe o asfalto.</em><br />
<em>Façam completo silêncio,</em><br />
<em>paralisem os negócios,</em><br />
<em>garanto que uma flor nasceu.</em></p>
<p><em>Sua cor não se percebe.</em><br />
<em>Suas pétalas não se abrem.</em><br />
<em>Seu nome não está nos livros.</em><br />
<em>É feia. Mas é realmente uma flor.</em></p>
<p><em>Sento-me no chão da capital do país às cinco horasda tarde</em><br />
<em>e lentamente passo a mão nessa forma insegura.</em><br />
<em>Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.</em><br />
<em>Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.</em><br />
<em>É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.</em></p>
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		<title>Internet, o novo Oeste Selvagem</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 14:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vejo que muita gente acha que na Internet é terra sem lei. Pode tudo. Falar o que quiser, soltar o verbo contra tudo e contra todos. Ah, liberdade, liberdade. Liberdade de expressão.<br />
O direito é falar o que quiser, mas sem se responsabilizar! Qualquer tentativa de se cobrar sobre o que se diz, é cerceamento de direito, censura, opressão&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa crise de responsabilidade que vivemos é claramente um problema. Por isso que não vemos nomes de responsáveis por prédios que caem, dinheiro público que some. Obras que atrasam, promessas de campanha que não são cumpridas.<br />
Tudo faz parte apenas de fantasmas. Os que roubam, os que se omitem, os que se corrompem. Nunca somos nós, nunca é ninguém. E as coisas continuam a acontecer, num ciclo que parece interminável.</p>
<p style="text-align: justify;">No Oriente, um caso de corrupção que vaza na imprensa é uma vergonha a ser retratada, e que dispensa a pessoal de cargo público para sempre. Isso vem da moral, dos valores pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí vem um cara <strong><a title="O tal do Marco Feliciano" href="http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/marco-feliciano-africanos-amaldicoados.html" target="_blank">totalmente preconceituoso</a> (http://goo.gl/5hgv6)</strong>, ou alguém que <strong><a title="Opinião Pessoal x Representatividade..." href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/04/1270637-igreja-decide-excomungar-padre-que-defende-homossexuais-em-sp.shtml" target="_blank">não sabe separar opinião pessoal de representatividade</a>(http://goo.gl/P6dvO)</strong> e notícias sensacionalistas, ruído informacional, pipocam por todos os lados. Apenas para alimentar os discursos de raivosos babões, e reacionários. É a política da desinformação, e por fim da desunião. Sem propósitos, apenas desfocar do que é importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Se assumimos um cargo representativo, uma posição em que não somos apenas indivíduos, mas também entidades que formam algo supra-humano, devemos sim, lembrar que o que dizemos reflete o que representamos, e que uma opinião solta, pode influenciar a vida, opinião, e rumos da sociedade. Um padre que defende opiniões que vão contra a Igreja não deve permanecer padre. Deve sair, e defender seus princípios por si, de uma forma saudável. A questão religiosa é muito complexa, pois trabalha com valores ético-morais e fé, algo muito pessoal e diferenciado, de acordo com cada indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso do dep Marco Feliciano, vemos que tudo é apenas um joguete político para barganhar vantagens (e novamente desviar o foco <strong><a title="E agora, hein?!" href="http://noticias.r7.com/brasil/feliciano-diz-que-sai-da-comissao-de-direitos-humanos-se-genoino-e-joao-paulo-cunha-renunciarem-a-ccj-09042013" target="_blank">disso</a>[http://goo.gl/8A1Er]</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Com o amadurecimento das relações sociais, é inevitável que os aparatos legais acabem contemplando também os casos que incluam as manifestações internéticas, de opinião, ofensas, etc. A regulamentação dessas relações é saudável, protegendo e dando garantias para assegurar a integridade das pessoas e a liberdade de expressão (com responsabilidade!). Evidente que sendo este um assunto recente, e que não tendo um modelo maduro e ideal de democracia, certos absurdos ocorrerão nessa jornada em busca de uma regulamentação saudável. Mas a evolução, e os tropeços, são necessários e fazem parte da caminhada.</p>
<p style="text-align: justify;">É como dizem. <em>A longo prazo, todas as escolhas são as melhores</em>.<br />
O que não podemos permitir é haver uma Internet Selvagem, uma terra sem leis.</p>
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		<title>Aforismos de uma outra vida &#8211; XVII</title>
		<link>http://blogdoporto.com.br/2013/04/aforismos-de-uma-outra-vida-xvii/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 20:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[certeza]]></category>
		<category><![CDATA[nada]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<title>A vida é hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 21:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[descompasso]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[presente]]></category>
		<category><![CDATA[satisfação]]></category>
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		<description><![CDATA[A vida é hoje. Meu instante se desdobra no agora. Mas meu tempo presente é o amanhã. O que espero dos dias não está contido nesse momento. Muito de mim, senão o todo, está no depois, no mais além. Por enquanto, no mistério. Sou apenas hoje uma grande espera. Espera do futuro que me traga [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é hoje.<br />
Meu instante se desdobra no agora.<br />
Mas meu tempo presente é o amanhã.<br />
O que espero dos dias não está contido nesse momento.<br />
Muito de mim, senão o todo, está no depois, no mais além.<br />
Por enquanto, no mistério.</p>
<p>Sou apenas hoje uma grande espera.<br />
Espera do futuro que me traga meu presente.<br />
Minha conexão com o mundo.<br />
Satisfação.</p>
<p>Ou passarei, apenas sendo espera,<br />
nesse descompasso de tempo e realidade,<br />
de expectativa,<br />
que chamo vida.</p>
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		<title>A vida é um jogo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 17:56:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>
		<category><![CDATA[clarice lispector]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Clarice Lispector entrevista Hélio Pellegrino, no meio da conversa, surge o trecho que segue: [Clarice]“Hélio, é bom viver, não é? É, pelo menos, a impressão de que você me dá?” O psicanalista e escritor não discorda: “Viver — essa difícil alegria. Viver é jogo, é risco. Quem joga pode ganhar ou perder. O começo da [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Clarice Lispector entrevista Hélio Pellegrino, no meio da conversa, surge o trecho que segue:</p>
<p>[Clarice]<em>“Hélio, é bom viver, não é? É, pelo menos, a impressão de que você me dá?” O psicanalista e escritor não discorda: “Viver — essa difícil alegria. Viver é jogo, é risco. Quem joga pode ganhar ou perder. O começo da sabedoria consiste em aceitarmos que perder também faz parte do jogo. (&#8230;) Se não sei perder, não ganho nada, e terei sempre as mãos vazias. Quem não sabe perder acumula ferrugem nos olhos e se torna cego — cego de rancor”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/clarice-lispector-entrevista-o-fracassado-nelson-rodrigues">http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/clarice-lispector-entrevista-o-fracassado-nelson-rodrigues</a></p>
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		<link>http://blogdoporto.com.br/2013/04/aforismos-de-uma-outra-vida-xvi/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 13:37:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alegria]]></category>
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		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[passagem]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;Não somos eternos&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Não somos eternos.</em><br />
<em>E, não temos data de validade impressa.</em><br />
<em>A morte é uma realidade. Única herança certa que as mães passam aos filhos, quando estes nascem. Única certeza de todo ser que vive.</em><br />
<em>Mas essa mensagem não é de tristeza, medo ou desmotivação.<br />
É um chamado para despertar, para nos dedicarmos bem a viver a vida de verdade. Única tarefa real que temos. A vida é para ser vivida, até o fim.</em><br />
<em>Fora disso já temos a certeza, não é preciso esforçar-se para encontrá-la.</em><br />
<em>Ela virá, invariavelmente. E &#8216;daqui a pouco&#8217; poderá ser muito tarde.</em><br />
<em>&#8220;A vida é a arte de desperdiçar o tempo&#8221; [que nos resta!]. </em><br />
<em>Então não o desperdice com ódio aos outros, ou com mesquinharias cotidianas ou frívolas.</em><br />
<em>Desperdice-o com quem você ama, e com os que amam você também. Com os amigos. Com alegria.<br />
Com coisas que tornam essa passagem mais agradável.</em></p>
<p>Exemplo belamente ilustrado, segue.</p>
<p><a title="&quot;A vida é a arte de gastar o tempo&quot; [que nos resta!]" href="Não somos eternos. E, não temos data de validade impressa. A morte é uma realidade. Única herança certa que as mães passam aos filhos. Única certeza de todo ser que vive. Mas essa mensagem não é de tristeza, medo ou desmotivação. É um chamado para despertar, e para nos dedicarmos bem a viver a vida. Única tarefa real que temos. A vida é para ser vivida, até o fim. Fora disso já temos a certeza, não é preciso esforçar-se para encontrá-la. Ela virá. &quot;A vida é a arte de desperdiçar o tempo&quot;.  Então não o desperdice com ódio aos outros, ou com mesquinharias cotidianas ou frívolas. Desperdice-o com quem você ama, e com os que amam você também. Com os amigos, com alegria. Com coisas que tornam essa passagem mais agradável.  http://obviousmag.org/sphere/2013/03/a-batalha-que-nao-escolhemos.html" target="_blank">http://obviousmag.org/sphere/2013/03/a-batalha-que-nao-escolhemos.html</a></p>
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		<title>Mujica e o &#8216;estado laico&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 14:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
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E uma nação é feita de pessoas, não apenas de instituições (laicas).</p>
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		<title>Os ônibus, o público e o privado</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 20:39:40 +0000</pubDate>
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Os projetos para o social, de longo prazo e amplitude, são deixados em segundo plano, ou esquecidos mesmo, servindo as obras rasas entregues (como se fossem benfeitorias dos políticos para o povo, e não sua obrigação precípua) apenas como moeda de troca: se faço algo quero votos por isso, senão não faço. Vivemos sob essa ameaça.<br />
E assim o tempo passa, e por isso estamos nesse atoleiro. Perdendo por várias vezes o bonde da História, mantendo-nos, como previu Rubens Ricupero, sendo o <em>suave fracasso</em>.<br />
Terminamos escravos dos interesses daqueles que não aprenderam ainda hoje a diferenciar o que é privado do que é público.<br />
Somos ainda, e apenas, infelizmente, uma República monárquica, com seus senhores, suseranias e títulos nobiliárquicos concedidos aos amigos da situação.<br />
SEGUE O ENTERRO.</p>
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		<title>Aforismos de uma outra vida &#8211; XV</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 14:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><em>POR CONTA da tal &#8216;liberdade de expressão&#8217; muitos incautos acham que podem falar sobre o que não sabem, sem ao menos executar, antes, um exercício de reflexão tentando se imaginar dentro da situação que criticam&#8230; Um dos tristes males da Internet, e dessa geração que sabe, sem estudar. &#8216;Nasceram prontos&#8217;. São só, e sempre, opinião (&#8216;certa&#8217;).</em></p>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2013 22:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
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		<title>Infância</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2013 21:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[desconhecido]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vezes, essas pequenas grandes reflexões quotidianas, uma frase simples e despretensiosa, dão-me uma satisfação enorme. Nessas horas é que penso, o ser humano, ainda temos esperança. &#8220;A infância é rica por sua simplicidade.&#8221; &#8211; Nágila Sampaio. Não conheço Nágila, não sei nada sobre ela, nem como é seu rosto, seus dentes num sorriso, se tem [...]<div class='yarpp-related-rss yarpp-related-none'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter  wp-image-1979" alt="simplicidade da infância - blog do porto" src="http://blogdoporto.com.br/wp-content/uploads/2013/03/crianca_balao.jpg" width="402" height="210" /></p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, essas pequenas grandes reflexões quotidianas, uma frase simples e despretensiosa, dão-me uma satisfação enorme.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas horas é que penso, o ser humano, ainda temos <strong>esperança</strong>.</p>
<p>&#8220;<strong><em>A infância é rica por sua simplicidade</em></strong>.&#8221; &#8211; Nágila Sampaio.</p>
<p>Não conheço Nágila, não sei nada sobre ela, nem como é seu rosto, seus dentes num sorriso, se tem boa dicção, ou se é velha ou nova.<br />
Mas nada disso importa, pois com essa sua pequena grande reflexão, encheu-me o dia de coisa boa.<br />
Agora é esticar a noite, tranquilo. Pensando nos sonhos de infância. De algodão doce, de parquinho.<em id="__mceDel"></p>
<p></em></p>
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		<title>Comodismo do contra</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 14:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[É inegável que a atitude cômoda, que tanto se vê por aí, traz consigo inúmeros problemas, cada vez mais visíveis e danosos, à nossa sociedade. São tantas mazelas, injustiças e anacronismo, que tem sido realmente difícil &#8216;não se indignar&#8217;. E é boa, essa indignação. Ela é o ingrediente básico para iniciar um processo de mudança. [...]<div class='yarpp-related-rss'>

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<p style="text-align: justify;">É inegável que a atitude cômoda, que tanto se vê por aí, traz consigo inúmeros problemas, cada vez mais visíveis e danosos, à nossa sociedade. São tantas mazelas, injustiças e anacronismo, que tem sido realmente difícil &#8216;não se indignar&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">E é boa, essa indignação. Ela é o ingrediente básico para iniciar um processo de mudança.<br />
As redes sociais ajudam muito, tanto a sustentar os acomodados, com suas diversas frivolidades e ocupações rasas, quanto àqueles indignados que &#8216;querem se mobilizar&#8217;. Estes que através de dúzias de imagens indignadas repassadas, muitas delas forjadas sob boas intenções, mas sem embasamento (como as que tratam de legalidades, direitos, &#8216;fatos jornalísitcos&#8217;, muitos deles inverídicos), exorcizam essa vontade de mudar, como numa doação para LBV, que apascenta os corações oprimidos que querem auxiliar de alguma maneira, &#8216;mas não sabem como&#8217;. Um telefonema, um dindim, e plim. Assim é um compartilhamento, uma imagem. A Verdade! E plim&#8230; Podemos virar para o lado, e continuar a dormir.<br />
Assustei-me ao constatar, que essa manifestação indignada, também é uma forma de acomodação.<br />
Acomodação sim, pois uma caminhada começa com o primeiro passo (a indignação, nesse caso) mas não termina apenas nele. Vários outros são necessários para se completar a jornada.<br />
E não tenho visto outros desses passos não. Somente primeiros passos. Repasses, imagens. Gritos no ar, cartazes. Estáticos, impessoais. Sem sugestões, sem a expressão própria dos indivíduos. Ideias, propostas. Só gritaria. Só raiva, indignação. Todos, no fundo, passivos. Imóveis. Primeiros passos.<br />
Os indignados não procuram ler, estudar. Não procuram aprender a trazer soluções com suas próprias ideias, com essa vontade de mudar. Trazer algo de novo, pegar na enxada e realmente revirar a terra. Isso dá trabalho, isso suja as mãos (e vale a pena?).<br />
Reclamam dos políticos, dos que não sabem votar. Contudo permanecem, erroneamente, esperando que a solução venha a partir destes mesmos a quem nutrem um ódio severo e surdo, indignado. Babam de raiva. Outro de nossos paradoxos hodiernos sociais&#8230;<br />
Vejo que essa indignação, por fim, é outra espécie de comodismo mascarado. Os indignados ficam comodamente situados numa nova zona de conforto, que aparentemente não é vista como tal. Pensam que os indignados são os novos despertos, estão além da massa ignara, que se afoga na mídia rasa e nas notícias e intrigas bobas que preenchem as fugas das mentes vazias e fracas. Estão do lado de lá, mas ali ficam, nesse novo espaço vago, sentindo-se confortáveis pois se consideram diferentes, superiores, além dos desvirtuados frívolos. Permanecem nessa nova zona, crentes que deram o primeiro (e único) passo. Vitoriosos.<br />
E assim são os dias, e a nossa História Brasileira.<br />
Tenho visto apenas essa marcha. A marcha do primeiro passo. A marcha dum pé só.<br />
Até consigo rir-me, lá no fundo: &#8220;uma marcha de sacis&#8221;&#8230;</p>
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