Continuidade
Desenrolam-se os papiros dos destinos. Os teus, os meus, de todos que aqui permanecem.
Tantas são as coisas e histórias que podemos ler e descobrir nestes rolos de vida. Tantas são as surpresas, boas ou não. Tudo envolto no mistério da marcha dos acontecimentos.
E cá estou eu agora noutros capítulos. Chega perto a hora em que pegarei a pena e começarei a escrever minhas próprias histórias, pois vejo que para mim, somente são oferecidas folhas em branco, esperando serem preenchidas com atitudes, com vida.
Escriba da própria história.
Assim, estou a ensaiar minha escrevência, e escrevendo, moldo meu futuro.
Começo com rabiscos, e traços toscos. Depois com certo acabamento até que ficam bons. A prática depurará a técnica.
Quiçá torno-me bom o suficiente, para, talvez, quem sabe, escrever outras histórias terceiras, além de minha própria. Criador de fantasias, umas minhas, outras públicas.
Cuida pois, que para muitos é assim que procede também.
Passar de vítimas de contos horríveis, de circunstâncias nefastas (ou os tais fantasmas pessoais…), sufocados por estórias angustiantes, para tornarmo-nos escribas de belos contos, se assim desejarmos e procedermos.
Cuida então da tua pena. Cuida da tua mente e alma.
Porque logo pode chegar o teu dia, em que virão as folhas em branco, e será inescapável ter que criar, ter que escrever, para prosseguir.
E principalmente cuida, para ter o que contar.

