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A Pachorra….

by Porto on March 27th, 2008

No Brasil vive-se sob a influência da pachorra. Ela está em todos os lugares, em cada canto, a cada esquina. Sempre vindo para nos chantagear, para tornar-nos cômodos e vadios… Para continuarmos a ser nada.

A cultura brasileira nunca foi muito industriosa… Deve ser herança cultural de nossos colonizadores, que não eram lá os melhores tipos que se criavam em Portugal. Ao contrário dos EUA que foram povoados por muitos comerciantes, pequenos industrias, professores, pastores, gente de progresso; o que grassou aqui foram os bandidos, os famigerados, os ganaciosos. Gente atrás de ouro, riqueza e vida fácil.

Sempre valorizou-se no brasileiro o saber fácil, o talento nato, os títulos nobiliárquicos. São coisas que dão poder, exercem influência e emanam respeito. O esforço para a conquista, o trabalho duro e honesto sempre foi coisa de pobre ou de tolo para os protobrasileiros. E as coisas ainda seguem nesse ritmo, infelizmente.

Juro-lhes que luto o tanto quanto permitem minhas forças para fugir dessa tendência aparentemente natural. Creio ser essa moleza dos trópicos brasileiros nosso maior defeito. Não sei se apenas advindo desse sumo do colonizador que temos essa vadiagem encrustada, ou se também pelo calor, pelas moléstias endêmicas das zonas pouco urbanizadas. Mas é sempre ver aquela gente mole, curta de idéia e desdentada levando a vidinha de sempre, como vida de brisa, como nada, não sei…

Posso até inferir, logo, que o frio ajuda nesse sentido. Vendo as histórias de minha professora de russo, uma legítima russa, concluo que a péssima condição climática do longo inverno russo obrigava seus moradores a lerem, contarem his e estórias, pensarem enfim. Usar a cachola treina o cérebro, exercita a expressividade. Aqui é só calor, álcool gelado para matar e paralizar neurônios. Como diz o sábio “as dificuldades ensinam e fortalecem, as facilidades iludem e enfraquecem”.

Fico um pouco frustrado em ver tudo isso. Faz-me parecer maldoso que queira as coisas diferentes, um tanto rudes para nos forçar a mudar, visto que, aparentemente, as pessoas apreciam esse modus vivendi vazio. As coisas seriam melhores para o nosso lado. Os problemas insolucionáveis poderiam ter, senão uma solução, um alento. Mas qual! Só preguiçaaaaaa, lascívia frouxa, boca e mente mole, corpo mandante, mente bruta.

Esse vai ser o dia de amanhã.

Até.

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From → Brasil, Opinião, Textos

One Comment
  1. Rafael Carlos permalink

    Realmente meu amigo, concordo plenamente com você.
    Mas precisamos nos cuidar para não sermos sugados por esta preguiça. Ou poderemos fazer ainda mais,como você o fez. Congratulations buddie. E vamos voltar ao trabalho ;)

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