Matéria, consciência, realidade e ilusão

As discussões, acaloradas na maioria das vezes, sobre a realidade, o que é real, o papel de nossas existências sempre vêm e vão na evolução do pensamento humano. Creio que não há ninguém que por sequer um instante já não tenha refletido sobre esses dilemas existenciais (nem que inconscientemente).

A questão de saber de onde viemos, para onde vamos. O que são nossos sentimentos, aplicados na matéria. O mistério da morte e o congelamento dos indivíduos afligidos por ela, tudo isto permenece e permancerá por um bom tempo sem explicação, pelo menos segundo nossos próprios conceitos.

Como sempre preguei, para mudar precisamos mudar. O método científico de hoje é a bola de golfe citada no ínício do vídeo que segue abaixo. Ele pode compreender e nos dar respostas às nossas perguntas segundo esta mesma medida (a da bola de golfe), pois justamente a realidade que analismos, a mente que a concebe e as questões inferidas também são do mesmo calibre.

A reflexão proposta pelo vídeo abaixo, envolvendo consciência, materia, realidade e ilusão é excelente para questionarmos nossas próprias atitudes, e a forma como enquadramos a realidade na nossa mente…

Um abraço, segue o vídeo:

Haikai

Vento gelado que vem

da janela, é o inverno que lembra

‘Ainda não fui!’

O tempo – Cassiano Ricardo

Seguindo a linha do meu bordão ‘mais um dia, menos um dia’, segue um belo poema de Cassiano Ricardo, abraço:

O Relógio

“Diante de coisa tão doida

Conservemo-nos serenos

Cada minuto da vida

Nunca é mais, é sempre menos

Ser é apenas uma face

Do não ser, e não do ser

Desde o instante em que se nasce

Já se começa a morrer.”

Cassiano Ricardo

Dias de chuva

“Aos dias bons, ou ruins, ou nem tanto assim.”

Há dias em que chove,

e a chuva cai forte ou fraca.

Em suas gotas vêm sombras,

lágrimas ou destruição.

Quando caem em troada.

Mas mesmo nessas horas,

não devemos esquecer,

que junto a estas gotas

destruidoras,

vêm também as benesses da água

pura,

que limpa, hidrata e salva,

por fim.

Indignação de Cidinha Campos – “(…) é um feudo? Ou um pasto?”

Jovens, olá.

Rola nas redes por aí este vídeo da Deputada Estadual Cidinha Campos (PDT – RJ).

Seus discurso inflamado serve de reflexão, nestes tempos pré-eleitorais, e para não deixarmos o moral cair, achando que só existem políticos ‘ladrões e vagabundos’. Podemos mudar, e teremos em Outubro próximo, a chance dessa mudança. Segue o vídeo, vale a pena conferir!

O que a Deputada exalta, é o que grassa por nosso país. Essa cara de pau generalizada, essa corrupção malandra e marota, que suscita graça, riso. Não podemos permitir mais isso, temos que ser sérios, nessa hora!

Abraço a todos.

Prelúdio

Prelúdio:

Anos a fio a sentir você,
longe, mas perto.

A cada vez que meus olhos
cruzavam
com os seus,
uma fagulha crepitava,
e acendia novamente
toda a fogueira.

E quando eu caí, descrente,
você me aparece, bela.

E eu embarco, sigo,
sem rumo, singrando
mares,
rios,
e lagos.

Pois nada importa,
destino ou porto…
Estou com você.

Som de hoje: “Franz von Suppé – Poet and Peasant – Overture”

Para ouvir e curtir hoje, publico aqui a abertura da peça “O Poeta e o Camponês”, de Fraz von Suppé. Enjoy!

“Vamos direto ao ponto?”

Reflexão de Paulo Ghiraldelli sobre essa busca pela simplicidade, que chega a ser criminosa: http://ghiraldelli.pro.br/2010/06/23/a-cultura-do-tedio-veloz/ . Nem tudo deve ser passível de ser podado, em nome da velocidade, da ‘falta de tempo’. Boa leitura.

Qualquer Twitter e Youtube por aí relacionados ao tema, não serão mera coincidência.

Abraço.

Copa!

COPA.

OPA!

PÁ!

A!

AAAAAAAAAA.

Os desafios de nossa tropicália

Antes de mais nada, sugiro que se veja  este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=0IwAD6BAefY

É temática corrente deste blogue, por afinidade do autor com o assunto, a questão do que se pode esperar do futuro do Brasil.

Muito se vem dizendo, e esperando, há mais de 40 anos, sobre os desafios e a grandiosidade desta nossa nação, e que um dia nos brindará com uma vida muito melhor do que a que temos hoje, para a média da população. Graças ao grandioso espaço a desbravar ainda, aos recursos naturais fartos, ao sol, à paz entre as diferentes etnias… Contudo, passaram-se 40 anos, e ainda estamos esperando. “Brasil, país do futuro” (quando se tornará presente?).

Ainda estamos esperando os bons políticos aparecerem, apesar de se votar sempre nos mesmos, que TODOS sabemos serem corruptos, ou infratores das leis, ou desrespeitosos com a coisa pública. Pelo menos os mais influentes são assim. Aos ‘inocentes’, sobra-lhes o pecado da omissão e por conseguinte a cumplicidade, passiva. “Ele rouba, mas faz!“.

Criticamos policiais, que se corrompem, mas muito aceitam subornos em suas tarefas diárias. Critica-se a falta de estrutura, mas ainda se vê muito lixo nas ruas, nos finais de eventos, nos rios e praias. É falta de obras de saneamento e estrutura? Claro, também. Mas é culpa do Estado, a ocupação de terrenos impróprios (encostas de morros, antigos aterros, áreas de preservação)? É culpa do Estado as pessoas que jogam lixo nos rios: geladeiras, pneus, carros, plásticos? É culpa do Governo, quando alguém depreda os telefones públicos, picha monumentos, destrói ônibus ao fim das partidas de futebol? “Precisa-se da mão forte do Estado“.

O que estamos esperando para mudar?

Não que seja preciso que todos se tornem políticos ativos, líderes comunitários ou mobilizados de corpo e alma. É preciso antes que haja uma conscientização, uma reforma, íntima até, para substituir velhos hábitos de passividade que não nos trarão nada de novo. “A maior escola é o exemplo“.

Muitos são os pequenos gestos profícuos, mas principalmente, entender que somos agentes de nossa vida, e da forma como interagimos com a sociedade. Que mesmo com pequenas atitudes, podem-se gerar grandes resultados. Entender que discutir amistosamente assuntos variados com os outros é saudável. O ato de refletir auxilia no aperfeiçoamento de nossas opiniões, nos mecanismos de avaliação e racionalização, do que pensamos no e sobre o mundo, para que estejamos aptos a decidirmos, e escolhermos, de uma maneira melhor como vamos agir em benefício próprio e geral, se possível.

É deixarmos de sermos tão passivos, consumidores apenas de informação, muitas vezes de gosto duvidoso. Quando se vê que sites como Morróida ou Jacaré Banguela (não vou linkar!) só crescem, enquanto portais de livros, ou fóruns realmente úteis não decolam… Que se pode esperar? Quem alimenta essa circo, visto que os administradores desses sites vivem disso, e portanto, não têm compromisso nenhum em melhorar, a não ser que haja queda na procura? Espera-se pelo próximo vídeo engraçado, do cara que cai, do gatinho no saco, da mais incrível apresentação de todos os tempos desta semana em qualquer show de calouros ao redor do mundo… É uma vida de contemplação, vazia. Somente se aperta o PLAY, e  se espera acabar a apresentação. Pode haver uma ‘entrega’ (humor, catástrofe, enfim), ou não. E é nisso que muitos se resumem. “E comem, se comem e dormem” – e agora ‘contemplam’.

Desta feita é que vemos assombroso crescimento no número da violência, no número de viandantes desocupados nas ruas, na queda das notas dos alunos, no não desenvolvimento da cultura geral da população. Um povo burro, medíocre, não terá futuro. Não mesmo, desculpe. Nem precisará ser ‘dominado’, visto que não defendendo nenhum valor precioso a que se deva suprimir.

E é dever de cada um buscar isso. O espírito da indústria habita no homem, desde sempre. Foi ele que nos fez procurar por moradias; depois construir casas, e aprimorá-las; montar cidades, sistemas legais, etc. Esse espírito é o que define o homem, o que o distingue do animal. Desse espírito pode vir a sua beleza (quando se trabalha-o) ou sua desgraça (quando se renuncia a ele).

Se um povo tem maus hábitos, como dará bons exemplos? Se você não é bom cidadão, não se compromete nem consigo mesmo, como educará seus filhos, se relacionará bem com seus amasiados, construirá um bom futuro? Há muitos desafios a vencer, o maior deles vendo a nossa situação, creio será a autossuperação (novo acordo ortográfico!).

Caia sobre mim a pecha de utópico, mas prefiro isso a viver esta vida modorrenta do passivo.

Abraço, fiquem bem.

Para ANVISA, você é um retardado.

Olá a todos,

Mais uma vez, novamente, outra vez, percebemos o viés autoritário que parece ter contaminado todos os tentáculos da Administração Pública. A ANVISA, crendo que sabe melhor cuidar da SUA vida (a do leitor, que me prestigia, e de todos os demais brasileiros) do que você mesmo, quer impedir a todo o custo que você possa comprar uma aspirina, ou aquelas pastilhas para dor de garganta, remédios simples, pois “brasileiro não sabe comprar remédio“, segundo eles. Já baixaram resolução proibindo a oferta de QUALQUER medicamento diretamente ao consumidor (ah, em tempo, sal de frutas é considerado medicamento…). Falam de excesso de consumo, ou mal uso, e suas complicações, como se multidões acorressem às lojas para conferir a última embalagem de CATAFLAN. Tenha dó. Ora burocratas anvisanos, com tantos problemas a resolver, homessa!

Comentário do caso aqui: http://www.imil.org.br/artigos/o-brasileiro-sabe-cuidar-de-sua-vida/ .

A ‘Reversal Russa‘, se aplica muito bem neste caso:

** “No Brasil, só a ANVISA SABE O QUE É MELHOR para a SUA saúde”;

** “No Brasil, o ESTADO é quem cuida de VOCÊ”.

Abraço.

Ironia e Bom Humor

“A Ironia e o Bom Humor servem para diluir o dia-a-dia, tornando-o mais palatável. O segredo é a dosagem”.

Sem mais.

Abraço.

O capricho, as calçadas, o Brasil, o Japão…

Observando alguns slides sobre a primavera no Japão, fico abismado com a diferença de CAPRICHO que se nota em todas as paisagens humanas comparando-se o Japão ao Brasil, por exemplo.

Não consigo ver em nossas urbes ruas alinhadas, bem feitas, sinalizadas, limpas (ou com aquela aparência geral de limpo – aquilo que se bate o olho numa foto e lhe agrada). Nossas calçadas parecem as dum país da ex-Iugoslávia: são crateras, buracos, imperfeições remendos, inexistência. Os postes das ruas tortos, remendados, de concreto esburacado, caiados, sobrecarregados de fios, terríveis. As fachadas desgraçadas das construções, maltratadas pela umidade, tempo, falta de conservação – mesmo dos edifícios públicos (ou principalmente deles). Faltam letras de nomes, placas de ruas amassadas, que há?!

Se você compara o estado geral do ambiente de uma metrópole como Tóquio ao de São Paulo, nota-se que falta muito CAPRICHO. Os postes feios, o basalto mal posto, falho nos desenho, encardido, ruas esburacadas, remendos mal feitos no asfalto e calçadas com aquelas tampas feias que dão acesso a canos e dutos das empresas de serviços essenciais, enfim, uma miríade de pequenas desgraças cotidianas que dão o tom decadente e feio ao todo. Afora a multidão de maltrapilhos que, coitados, não têm culpa (ou têm) de estarem ali, vagabundeando, urinando ou defecando nas ruas (sim, NAS RUAS), amolando transeuntes, ou juntando lixo. Tudo isso somado resulta na figura dantesca das ruas das urbes brasileiras, atualmente, no nosso espaço de convívio e contato disponível com a sociedade, onde se criam os filhos, se fazem amigos, onde se vive.

“Antes de nos darem prisões de segurança máxima, por que não nos dão ruas de segurança mínima?” – Millôr Fernandes (nem vou comentar sobre a segurança, ok?!)

No Japão, em contrapartida, praticamente toda a paisagem tem a marca da ORDEM, respira-se ordem. Seja na construção de calçadas e edifícios, dos passeios, ruas (e a manutenção de todo esse conjunto!), no uso dos hábitos, no estado ambiental das coisas. Tudo muito diferente. Outra aura que se nota, em qualquer flash que se veja das cidades japonesas. Parece um espaço não-humano, povoado, depois de terminado, por humanos.

Isso é capricho. Não me venham falar de pobreza e bla-bla-bla. O que há no Brasil é pobreza de espírito, falta de asseio, de educação. Gente ignorante que preza por ser molambenta e usar isso como apelo à piedade alheia, uma malandragem moral. E isso não se aplica apenas aos pobres, os ricos tem sim o seu pesar, e a influência como ‘modelos’ na pirâmide social.’

E isto se nota em qualquer obra em construção, seja a casa do rico, o prédio bacana, ou a obra do governo, que será executada pelo tiozinho pedreiro, no final das contas. Aquele mesmo, que sempre assovia para a mulherada, e que traz no cantinho da boca o ‘ahhh, lá em casa’ que todo mundo conhece. É ele, meus caros, o responsável pela feitura da obra. Não me venham com essa de engenheiro e arquiteto, estes idealizam-na e coordenam-na. Por mais belos e eficientes os desenhos , projetos e esquemas, quem executa é o dito tiozinho e é nele que se percebe, pela eternização da obra completada, a falta de CAPRICHO. ‘Deus está nos detalhes’ (Amém). Mas ele (o tiozinho) não é O culpado, que fique claro. É também.

Tenho uma teoria sobre o capricho, aplicada à análise das calçadas, que diz muito sobre um povo, e por extensão sobre uma nação. Permitam-me explicá-la. Uma calçada bem feita, esmerada, padronizada e em harmonia com o ambiente humano, é uma calçada de alguém que se preocupa e se esmera com o bem-estar da nação (e claro, aí nesse ínterim com seu bem-estar próprio também).

A calçada é a interface de contato do cidadão, do homem, de sua morada (intimidade, refúgio, ‘caverna’) com a sociedade (ou todo o mundo mais). O esmero nessa interface, é o esmero que este indivíduo tem para com os outros, que passam à frente de sua morada, seja a passeio, seguindo para o trabalho, etc. É esmero para com a sociedade, porque sendo um ou milhares os desconhecidos que passam à frente de sua casa, o cidadão deseja que ‘passem bem’ por aquele pedaço de caminho sob sua responsabilidade. A calçada, é o símbolo da responsabilidade do homem comum sobre o mundo, sobre a nação. Ali ele pode decidir como resolve tratá-lo. Se com desdém e desleixo, ou com ordem e interesse. O desleixo com esta parte, é o desleixo com a sociedade. E muito dessa atitude se corrobora por todas as notícias e pelo statu quo, lamentável, que se percebe em nosso país a qualquer um que abre os olhos vê o mundo como ele é (na política, na conservação das escolas, nos problemas estruturais das cidades). É o descaso comunal.

Enfim, essa falta de capricho espraia-se para muitos, ou todos até, os recônditos da sociedade humana, potencializando seu efeito desconstrutivo. Onde entra o toque final, ali nota-se a falta de capricho, a lacuna que nos separa dos japoneses, dos europeus, americanos, etc. E isso não é síndrome de cachorro sarnento não. É o que se vê.

Mesmo as cidades pobres, ou os bairros pobres japoneses têm o seu grau de ORDEM, de harmonia, o capricho possível de se empregar naquela situação. Você pode fazer um negócio bem ou mal feito, mesmo que este negócio seja a sua vida inteira, ou um banco de madeira. É nesse propósito, nessa inclinação, de dar o melhor de si ao fazer alguma, ou qualquer coisa, que o CAPRICHO fará a diferença. E é isso, aliás, que é largamente apreciado, em qualquer desempenho que se tenha, desde a tiazinha dos serviços gerais, ao executivo de uma instituição financeira.

É com pesar que percebo que esse capricho coletivo seja de ordem cultural. Nós, como uma mistura de culturas que, pelo visto, resulta numa soma zero, estamos fadados ao fracasso nessa área (ou a uma muito longa caminhada rumo a mais essa conquista). Essa convulsão cultural que há no Brasil, onde todas as culturas tentam se sobrepôr, ou se autoafirmar. umas sobre às outras (caipiras x urbanos), (negros x brancos), (católico x candomblé) gera essa massa amorfa que somos, sociedade, esses descaprichosos, com a licença do termo.

O capricho é tudo. Ele é que faz a diferença. E, repito, Deus está nos detalhes (interpretação livre para ‘Deus’ aqui).

Abraço, fiquem bem. E, digo, nobres, ESTUDEM!

E 5 anos depois do mensalão…

Olá a todos,

Aos que se lembram, estamos chegando à passagem do 5.o ano da denúncia do escândalo do mensalão, que abalou inclusive a fé do próprio ‘Grande Líder’ Lula em se manter no cargo de presidente, e a nossa fé na já mortificada política brasileira.

Trago a seguir dois links, primeiramente um relato sobre a época, divulgando os acontecimentos e a tropa de choque montada pelo governo para blindá-lo contra qualquer efeito danoso (e parece que surtiu efeito…). Vejam como a condescendência da oposição ajudou em muito, à época, para que esta situação se mantivesse.

Aqui: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/5/21/como-lula-deu-a-volta-por-cima

Em seguida, recomendo que se assista esta discussão sobre como estamos, quais os efeitos desta enfermidade política diagnosticada em 2005, e o que esperamos, e necessitamos, para esta nova década que se descortina para o Brasil, felizmente com expectativas suavemente animadoras.

Aqui: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1596738-17665,00-A+POLITICA+NACIONAL+MUDOU+DESDE+O+MENSALAO.html

Abraço!

O que o Brasil ganha com o Irã

Alguma luz para esta situação. Muitas trapalhada, e pouca intenção de valorizar e trabalhar em pról dos interesses da nação. Novamente o que se percebe são políticas de adulação do EGO do ‘Grande Líder’, e a defesa de ideologias anacrônicas, e um tanto infantis, como já é sabido. A exposição abaixo é bastante elucidativa: o Irã quer é tempo, apenas isso. Diálogo PODE resolver situações e DEVE ser usado como primeira forma de resolução, mas neste  caso isso apenas, não basta… Sanções começam bem.

Segue.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1594711-17665-384,00.html